A Reitoria, a Biblioteca e o Curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Unifametro
têm o prazer de apresentar a exposição “Uma Viagem ao Renascimento”, da artista plástica
Hilca Ferreira Maciel.
A artista é Natural de Icó e tem ampla atuação no campo das artes plásticas, da pintura e do
ensino de artes, particularmente na utilização da técnica renascentista. Estudou com nomes
importantes do campo artístico, como Tereza Hazelton e Frank Covino, na Flórida. Destaca-se sua
autorização para reproduzir obras dos grandes mestres renascentistas pelos Museus do Louvre
de Paris e do Prado em Madri.
Destacam-se em seus trabalhos as reproduções de Johannes Vermeer (1632 – 1675), Bartolomé
Esteban Perez Murillo (1617 – 1618), Caravaggio (1571 – 1610), Michelangelo (1475 – 1564),
Rafael Sanzio (1483 – 1520), Simon Vouet (1595 – 1641), Jean-Baptiste-Siméon Chardin (1699 –
1779), além de suas obras autorais que trazem para a produção de retratos, gravuras, natureza
morta e paisagem o traço marcante de quem tem habilidade com múltiplas técnicas e materiais.
A exposição visa apresentar, através das reproduções da artista, um olhar muito particular sobre
importantes obras do renascimento, como “Moça com brinco de Pérola” de Vermeer (1664 –
67), “San Juan Bautista Nino” de Murillo (1670), “A Cartomante” de Caravaggio (1594),
reproduções de detalhes do teto da Capela Sistina de Michelangelo (1508 – 1512), “Madona
Sistina” de Rafael Sanzio (1512), “Alegoria da Riqueza” de Simon Vouet (1635 – 1640) e
reproduções de natureza morta de Chardin.
O trabalho da artista percorre uma jornada entre uma multiplicidade de técnicas de pintura, de
representação de luzes e contrastes e de composições que caracterizam as obras desses artistas
e inspiram sua própria obra. A seguir, uma breve descrição das características marcantes dos
artistas que inspiram a pintora.
Johannes Vermeer foi um dos maiores mestres da luz na pintura do século XVII. Ele utilizou uma
técnica precisa e cuidadosa para construir suas cenas com uma atenção meticulosa aos detalhes.
Ele usava camadas finas de tinta para criar a profundidade e uma gama tonal sutil, além de
utilizar a técnica de esfumado para suavizar as bordas das formas. Além disso, ele usava uma
câmera escura para projetar as imagens e criar uma sensação de realismo fotográfico.
Bartolomé Esteban Perez Murillo, por outro lado, era conhecido por suas pinturas religiosas e
retratos. Ele usava uma técnica de pintura suave e delicada, com uma paleta de cores quentes e
suaves. Ele aplicava camadas finas de tinta com pinceladas leves para criar uma sensação de
luminosidade. Suas obras eram geralmente detalhadas e realistas, com uma atenção cuidadosa
aos detalhes, especialmente em seus retratos.
Caravaggio foi um dos principais artistas barrocos do século XVII e ficou conhecido por seu
realismo chocante e dramático. Ele usava uma técnica chamada chiaroscuro, que envolvia
acentuar a luz e a sombra para criar um forte contraste. Além disso, ele frequentemente usava
modelos comuns em suas obras, em vez de modelos ideais, e trabalhava com uma paleta de
cores escura e sombria.
Michelangelo foi um artista renascentista que se destacou em várias formas de arte, incluindo a
pintura, escultura e arquitetura. Ele usava uma técnica de pintura em fresco, que envolvia a
aplicação de tintas em uma superfície de gesso úmido. Isso permitia que ele trabalhasse
rapidamente e criasse imagens vibrantes e duráveis. Ele também usava a técnica de sfumato,
que envolvia esfumar as bordas das formas para criar uma sensação de suavidade e
profundidade.
Rafael Sanzio foi um artista renascentista italiano que se destacou por suas pinturas religiosas e
mitológicas. Ele usava uma técnica de pintura refinada e delicada, com uma paleta de cores
brilhantes e vivas. Ele criava imagens claras e bem definidas com pinceladas precisas, muitas
vezes trabalhando em camadas finas de tinta para criar uma sensação de luminosidade e
profundidade.
Jean-Baptiste-Siméon Chardin foi um dos principais artistas franceses do século XVIII. Ele usava
uma técnica de pintura realista e simples, com uma paleta de cores terrosas e neutras. Ele muitas
vezes retratava objetos domésticos comuns, como frutas e legumes, em uma técnica que
envolvia uma aplicação cuidadosa de tinta para criar uma sensação de textura e profundidade.
Ele também usava a técnica de “natureza morta”, que envolvia a representação de objetos
inanimados em um estilo realista e detalhado.
A exposição “Uma Viajem ao Renascimento” nos permite embarcar não só no cenário da arte
renascentista que teve papel fundamental para a cultura ocidental nos anos posteriores, mas
também pairar sobre o processo da autora na investgação sobre essa cultura através da técnica
da pintura e da exploração de cores, luz e sombras em composições emblemátcas.







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